Residências de BH receberão gás natural até dezembro PDF Imprimir E-mail
Qua, 01 de Fevereiro de 2012 23:16

Mais barato e eficiente em relação à energia elétrica e ao gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás natural será difundido para uso residencial em Belo Horizonte ainda neste ano. O plano integral é o de abastecer a região Sul da cidade até 2014, em um total de 70 mil apartamentos e uma rede de 180 quilômetros de tubulação. Até o fim de 2012, 2 mil unidades residenciais do bairro Santo Agostinho serão contempladas. A iniciativa da Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) busca correr atrás do tempo perdido na cidade, que não tem hoje nenhuma utilização residencial de gás natural.

Em São Paulo e Rio de Janeiro, o uso do gás natural já é centenário e engloba um universo de milhões de consumidores. São 1 milhão em São Paulo e 800 mil no Rio de Janeiro. Para um consumo de 18 metros cúbicos por mês, que é o estimado para um apartamento em BH, a tarifa é de R$ 2,8392 por metro cúbico. Conforme a Gasmig, após o plano de fornecimento para a região Sul da cidade, o programa vai se expandir para os bairros Engenho Nogueira e, depois, a Cidade Nova.

“Decidimos começar pela zona Sul por ser uma região mais verticalizada. Desta forma, teremos um número maior de clientes por metro de tubulação”, observa o diretor Comercial da Gasmig, Roberto Garcia. De acordo com ele, além dos novos prédios, os antigos, onde já existe a tubulação para o GLP, poderão receber o gás natural sem necessidade de grandes adequações.

No entanto, onde não existe a tubulação, o fornecimento fica inviável em um primeiro momento. Ele também lembra que o gás natural é mais barato do que o GLP, mesmo que este último esteja com o preço congelado há três anos. “Quando houver reajuste, será alto”, afirma.

No próximo dia 15 de fevereiro, o edital para contratação das obras da primeira fase no Santo Agostinho será publicado. Serão construídos 12 quilômetros de dutos para levar o gás às unidades residenciais. As intervenções nas ruas para instalação da rede serão de baixo impacto. “Será feito um furo no início da calçada e a máquina trabalha no subsolo, sem necessidade de abertura de valetas”, diz Garcia.

Um condomínio construído na Lagoa dos Ingleses, em Nova Lima, que já teve as obras finalizadas, mas cujos moradores ainda não se mudaram, também terá o abastecimento por gás natural em 109 apartamentos. No interior, o uso do gás natural também começa a ser mais comum, embora ainda seja incipiente. Em Poços de Caldas, 40 hotéis, além de restaurantes e lanchonetes, receberão o fornecimento até meados deste ano.

Também receberão gás natural para uso residencial, até 2014, os bairros Lourdes, Funcionários, Buritis, Gutierrez, Sion e Belvedere, em Belo Horizonte, e o Vale do Sereno, em Nova Lima.

A Gasmig calcula que uma família de classe média com quatro pessoas consome 45 quilos de GLP para aquecimento de água para banho e uso na cozinha. A conta mensal de GLP relativa a esse consumo é de aproximadamente R$ 170. Comparativamente, o consumo de gás natural seria de 56 metros cúbicos por mês, e a conta mensal seria de R$ 152, o que daria uma economia de 12%.

Em relação aos consumidores que utilizam chuveiro elétrico, haveria uma redução de 57% apenas no custo com aquecimento de água para banho. Desta forma, uma família de quatro pessoas que gasta R$123 por mês com a conta de energia elétrica só para banho gastaria R$ 53 mensais com gás natural.

FONTE: Hoje em Dia
 

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