O PROJETO
INTRODUÇÃO
A flexibilização do monopólio do petróleo no Brasil em 1997 desencadeou um ciclo de grandes investimentos na cadeia do petróleo e gás, colocando-a como a de maior prosperidade do país em relação a negócios nesse início de século.
De fato, o negócio petróleo e gás tem sido impulsionador de inúmeros setores que em torno dele orbitam - metal-mecânico, eletro-eletrônico, químico, tecnologia da informação, serviços gerais, etc - impactando o desenvolvimento de municípios e estados.
A diversificada gama de bens e serviços que são ou podem vir a ser fornecido por micro e pequenas empresas nessa cadeia sinaliza a possibilidade de ampliação das oportunidades para os pequenos negócios. Isso significa que a cadeia tem alto potencial de contribuir para o grande desafio do Brasil: promover o crescimento econômico com redução das desigualdades.
AS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS
Mas há restrições de diversas naturezas que inibem o aproveitamento dessas oportunidades. Uma delas é a dificuldade das empresas de pequeno porte em atender aos elevados padrões exigidos dos fornecedores. Esforços isolados de capacitação e informação podem ser de baixa eficácia, se não forem removidos obstáculos que impedem o acesso, com isonomia, dos pequenos negócios a serviços como informação de qualidade, educação continuada, tecnologia, financiamento, capitalização e etc.
A SOLUÇÃO PROPOSTA
Para ajudar a remover esses obstáculos que inibem o florescimento de novos pequenos negócios e a evolução dos existentes na cadeia, o SEBRAE e a Organização Nacional da Indústria do Petróleo -ONIP se aliaram, para executar o Programa da Cadeia Produtiva do Petróleo e Gás. A ação iniciou-se nos doze estados que exploram, produzem ou refinam petróleo: AM, CE, RN, AL, SE, BA, ES, MG, RJ, SP, PR, RS.
Em Minas Gerais, o Sebrae-MG, o Sistema FIEMG – através do IEL (Instituto Euvaldo Lodi) e SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) – e o Governo do Estado de Minas Gerais – através das Secretarias de Estado de Desenvolvimento Econômico e de Ciência e Tecnologia – fazem a gestão compartilhada das ações no segmento de petróleo e gás através da REDE PETRO-MG, criada em 2003. A REDE PETRO-MG foi a terceira rede deste tipo criada no país, com uma diferença de apenas dois dias para a segunda. Atualmente são 9 redes deste tipo atuando no país.
Em 2003, para organizar sinergicamente a atuação das médias e grandes empresas mineiras que atuam no setor, as entidades da REDE PETRO-MG promovem a criação da Câmara da Indústria do Petróleo e Gás, vinculada à FIEMG. A ação alia-se a estratégia geral pois sem negócios para as médias e grandes também não há negócios para as pequenas e micro empresas.
Em 2005, a PETROBRAS alia-se a este esforço, por meio de um convênio entre a Refinaria Gabriel Passos - REGAP e o Sebrae-MG, integrando a REDE PETRO-MG. Neste ano, as instituições que compõe a REDE PETRO-MG firmam um Acordo de Resultados e estabelecem parcerias para o desenvolvimento do Programa de Adensamento da Cadeia Produtiva do Petróleo e Gás no Estado de Minas Gerais. Este Acordo de Resultados foi renovado em 2009 e teve seu escopo ampliado para Petróleo, gás e Energia, dando sequência ao trabalho com ações estruturantes para o fortalecimento desta importante cadeia no estado.
OBJETIVO GERAL
Inserção competitiva e sustentável de micro e pequenas empresas mineiras na cadeia produtiva do petróleo, gás e energia, com ênfase nos segmentos metal-mecânico, eletro-eletrônico, engenharia de projeto e montagem industrial.
